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03 - Relatório geral de mobilidade urbana 2009
03 - Relatório geral de mobilidade urbana 2009
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Análise de dados sobre transporte e trânsito brasileiros coletados em 2009
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O conjunto de municípios que integram o sistema de informações da mobilidade da ANTP tem as seguintes características sócio-econômicas:
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Para efeito de diversas análises ao longo do presente relatório, os municípios do universo em estudo foram agregados por faixa de população. Os gráficos a seguir mostram a participação destas agregações nas variáveis sócio-econômicas.
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A população dos municípios com mais de 60 mil habitantes fizeram, em 2009, 58,0 bilhões de viagens (classificadas segundo o modo principal – para deslocamentos totais ver item a seguir). Isto corresponde a cerca de 190 milhões de viagens por dia. As viagens a pé e em bicicleta foram a maioria (23,5 bilhões), seguidas pelo transporte individual motorizado – autos e motocicletas (17,3 bilhões) e pelo transporte coletivo (17,0 bilhões) (gráfico a seguir).
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Este número de viagens corresponde a uma mobilidade média de 1,59 viagem por habitante por dia. Quando esta mobilidade é estimada por porte dos municípios, observa-se uma grande variação: ela cai de 2,44 nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes para 0,85 nas cidades entre 60 e 100 mil habitantes, conforme mostrado no gráfico a seguir.
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A maior parte das viagens foi realizada a pé e por bicicleta (41%), seguidos dos meios de transporte individual motorizado (30%) e do transporte público (29%). Quando as viagens são classificadas por porte dos municípios, percebe-se que a participação do transporte público gira em torno de 20%, à exceção das cidades acima de 1 milhão de habitantes, nas quais ela atinge 36%. A participação dos autos é maior nas cidades entre 500 mil e 1 milhão de habitantes (31%), decrescendo com a diminuição da população. As viagens a pé são sempre dominantes, mas na maioria das vezes têm sua participação diminuída à medida que aumenta a população. Tanto as viagens de moto como as viagens de bicicleta aumentam significativamente nos municípios menores.
Do ponto de vista da relação entre transporte não motorizado e transporte motorizado, vê-se que o primeiro é dominante (mais de 50% das viagens) nas cidades com população entre 60 e 100 mil habitantes.
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Quando as viagens das pessoas classificadas por modo principal são decompostas em trechos de modos diferentes (por exemplo, o trecho andado a pé para chegar ao ônibus ou para mudar do ônibus para o metrô), obtém-se o número de deslocamentos feitos por elas, que é evidentemente maior do que o número de viagens. O gráfico a seguir mostra que as pessoas fazem 92,0 bilhões de deslocamentos por ano, valor cerca de 63% maior do que o valor das viagens classificadas por modo principal. O valor dos deslocamentos é muito útil para estudar com mais precisão, por exemplo, a exposição dos pedestres aos riscos do trânsito.
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As cidades com mais de 60 mil habitantes têm uma infra-estrutura viária estimada em 332 mil km, uma frota de 28 milhões de veículos e 32 mil semáforos instalados, conforme apontado na tabela a seguir.
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A operação do transporte público coletivo é feita por 541 mil profissionais, ao passo que a gestão da mobilidade é feita por 78 mil profissionais (tabela a seguir). Na operação dos táxis são estimados 185 mil condutores.
Desta forma, para o ano de 2009 são estimados 804 mil empregos diretos na mobilidade urbana.
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As pessoas percorrem 397 bilhões de quilômetros por ano (cerca de 1,32 bilhão por dia), usando várias formas de deslocamento. A maior parte das distâncias é percorrida nos veículos de transporte público (58%), seguido pelos automóveis, nos quais as pessoas percorrem 31% das distâncias (gráfico a seguir). Este é mais um dado que mostra que a população urbana brasileira (municípios com mais de 60 mil habitantes) já é dependente de meios motorizados de transporte para realizar a maioria das suas atividades.
Quando são analisadas as distâncias percorridas por habitante, por porte de município, verifica-se que as distâncias aumentam de 3,0 km nos municípios entre 60 e 100 mil habitantes para 21,8 km nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes. O maior acréscimo quantitativo ocorre nas distâncias percorridas nos veículos de transporte público. É importante salientar que nem todas as pessoas se deslocam e muitas o fazem algumas vezes por mês, portanto estes dados médios por habitante são menores do que os dados que corresponderiam apenas às pessoas que se deslocam regularmente.
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O gráfico a seguir mostra a estimativa da distância média de viagem percorrida na mobilidade urbana, por modo agregado e por faixa de população.
Desta forma, no total (ponderado) do universo analisado, a distância média de viagem é de sete quilômetros. Por outro lado, o gráfico mostra as diferenças nas distâncias de viagem em função do modo e do porte do município. Considerando os modos motorizados as distâncias médias de viagem variam entre 16 km, para o modo agregado de transporte coletivo nos municípios acima de 1 milhão de habitantes, até quatro quilômetros, para o modo agregado de transporte individual nos municípios com população entre 60 e 100 mil habitantes.
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Os habitantes dos municípios com mais de 60 mil habitantes gastam, por ano, 21,0 bilhões de horas para deslocar-se. A maior parte do tempo é gasto nos veículos de transporte público (49%), seguido pelas viagens a pé (26%) (gráfico a seguir). O tempo gasto por habitante, por dia, aumenta de 13 minutos nos municípios menores para 63 minutos nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes. É importante salientar que nem todas as pessoas se deslocam e muitas o fazem algumas vezes por mês, portanto estes dados médios por habitante são menores do que os dados que corresponderiam apenas às pessoas que se deslocam regularmente.
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O gráfico a seguir mostra os tempos médios de viagem por modo e porte dos municípios. Assim, o tempo médio de deslocamento total (ponderado) nos municípios do universo em análise é de 22 minutos. Considerando os modos motorizados, os tempos médios de viagem variam entre 42 minutos (transporte coletivo nos municípios acima de 1 milhão de habitantes) e 8 minutos (transporte individual nos municípios com população entre 60 e 100 mil habitantes).
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As pessoas consomem, por ano, cerca de 12,3 milhões de TEP (Toneladas Equivalentes de Petróleo) nos seus deslocamentos. A maioria desta energia (72%) é gasta no uso do automóvel. Ao transporte público cabe 24% do consumo de energia. A análise da variação do gasto de energia com o porte da cidade mostra que a energia gasta por habitante nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes é oito vezes maior que aquela gasta nas menores cidades, variando entre 638 GEP (Grama Equivalente de Petróleo) até 77 GEP por habitante por dia, conforme gráficos mostrados a seguir. É importante salientar que nem todas as pessoas se deslocam e muitas o fazem algumas vezes por mês, portanto estes dados médios por habitante são menores do que os dados que corresponderiam apenas às pessoas que se deslocam regularmente.
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O gráfico a seguir mostra as quantidades estimadas de consumo de energia por viagem, por modo agregado e porte de município. Considerando o total do sistema, uma viagem de transporte individual consome três vezes mais energia do que uma viagem de transporte coletivo.
Em relação ao porte do município, os valores de consumo de energia por viagem no transporte individual variam de 651 GEP nos municípios maiores até 244 GEP nos municípios menores.
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Os veículos usados pelas pessoas emitem 28,5 milhões de toneladas de poluentes por ano nos seus deslocamentos (soma dos poluentes locais e do CO
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). A maior parte (61%) é emitida pelos automóveis, seguida pelos ônibus (34%). A emissão de poluentes por porte de município varia de 218 a 1.438 gramas por habitante por dia (gráfico a seguir). É importante salientar que nem todas as pessoas se deslocam e muitas o fazem algumas vezes por mês, portanto estes dados médios por habitante são menores do que os dados que corresponderiam apenas às pessoas que se deslocam regularmente.
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O gráfico a seguir mostra a emissão de poluente por viagem, por modo agregado e porte do município, com valores variando entre 1.299 gramas por viagem (transporte individual nos municípios maiores) até 522 gramas por viagem (transporte individual nos municípios menores).
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Considerando os custos da mobilidade divididos em custos individuais (arcados pelos usuários) e custos sociais (arcados pelo poder público), os custos individuais da mobilidade em 2009 são estimados em R$ 125,6 bilhões por ano. A maioria destes custos (80%) ocorre no uso dos modos individuais (auto e moto). O custo social é estimado em R$ 11,7 bilhões por ano, sendo a maioria relacionada ao uso dos modos individuais (manutenção de vias) (93%). As despesas individuais por habitante crescem de R$ 1,47/dia nos municípios menores para R$ 5,61/dia nos municípios maiores. É importante salientar que nem todas as pessoas se deslocam e muitas o fazem algumas vezes por mês, portanto estes dados médios por habitante são menores do que os dados que corresponderiam apenas às pessoas que se deslocam regularmente.
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O gráfico anterior mostra a estimativa de custo individual por viagem, por modo agregado e porte do município.
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A movimentação das pessoas em veículos motorizados tem um custo anual de cerca de R$ 7,1 bilhões associado à poluição atmosférica. O custo dos acidentes é estimado em R$ 10,1 bilhões, gerando um custo total de R$ 17,2 bilhões por ano (gráfico a seguir).
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Os custos totais anuais (mobilidade e externalidades) podem ser estimados em R$ 155 bilhões. Os custos associados ao transporte individual (R$ 125,0 bilhões) correspondem a 81% do total.
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Na estimativa do patrimônio envolvido na mobilidade urbana foram considerados os valores de veículos e infra-estrutura viária e metro-ferroviária novos. Assim, para o ano de 2009, o valor total estimado foi de 1,79 trilhão de reais, sendo 1,58 no transporte individual e 0,22 no transporte coletivo. Em relação ao item de custo, os veículos representam 0,98 trilhão enquanto a infra-estrutura responde por 0,81 trilhão.
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O gráfico a seguir aponta a estimativa de patrimônio por habitante, por faixa de população. A média para o universo em estudo aponta o valor de patrimônio de mais de 14,8 mil reais por habitante, variando de 17,7 mil nos municípios acima de um milhão de habitantes a 12,7 mil nos municípios entre 60 e 100 mil habitantes.
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O gráfico anterior aponta ainda uma curiosidade em relação ao valor obtido nos municípios entre 500 mil e um milhão de habitantes (13,1 mil reais), sendo inferior ao da próxima faixa de população menor (250-500 mil). Nota-se que, por um lado, estes municípios apresentam padrão de custos por infra-estrutura de transporte individual semelhante ao observado nos municípios maiores (3,9 mil reais), e por outro lado, padrão de custos por veículos individuais semelhante ao observado nos municípios menores (5,4 mil reais).
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O total de viagens mostrado anteriormente, classificado por modo principal, pode ser mostrado na forma de deslocamentos, que são os trechos percorridos pelas pessoas em todos os modos individualmente. Assim, uma viagem ônibus-metrô é dividida em dois deslocamentos, um por ônibus e outro por metrô. Estes dados foram estimados considerando que todas as viagens por transporte público incluem dois deslocamentos a pé, na origem e no destino, e que parte das viagens em transporte público inclui transferência entre veículos (ônibus-trem, ônibus-metrô, ônibus-ônibus).
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A emissão de poluentes foi estimada considerando dois tipos: poluentes locais (Monóxido de Carbono (CO), Hidrocarbonetos (HC), Óxidos de Nitrogênio (NOx), Óxidos de Enxofre (SO2) e Material Particulado (MP)) e poluente de efeito estufa (Dióxido de Carbono (CO2)). As emissões totais representam a soma das emissões destes dois tipos.
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Neste capítulo são apresentados os parâmetros utilizados na elaboração dos estudos referentes ao perfil da mobilidade urbana no Brasil em 2009.
As tabelas a seguir apresentam os parâmetros adotados para a geração dos dados de poluição (emissão e custos), veículos e vias, e outros parâmetros gerais.